Beber, para muitas pessoas, está associado a encontros, celebrações e sensação de pertencimento. Não é apenas sobre a bebida em si, mas sobre o contexto, as emoções envolvidas e o desejo de relaxar, se soltar ou se sentir parte.
O cuidado começa quando conseguimos perceber o que estamos buscando naquele momento. É alegria? Alívio? Desligamento? Companhia?
Quando a bebida passa a ser o principal recurso para lidar com emoções difíceis, silenciar desconfortos ou sustentar interações, vale acender um sinal de atenção — não de culpa, mas de cuidado.
O chamado ponto de cuidado não é uma regra fixa nem igual para todos. Ele aparece nos sinais do corpo e da mente:
– dificuldade de perceber limites
– impulsividade maior
– alterações no humor
– lapsos de memória
– cansaço intenso no dia seguinte
– sensação de arrependimento ou perda de controle
Escutar esses sinais é um ato de respeito consigo. Parar antes do excesso não é perder a festa — é preservar o próprio bem-estar, a segurança e a clareza.
Cuidar de si também é poder escolher a lucidez. É entender que prazer e responsabilidade podem caminhar juntos.
🌿 Convite prático
Se optar por beber, faça pausas conscientes.
Alterne com água, observe suas emoções e se pergunte:
“Isso ainda está me fazendo bem ou já estou passando do meu ponto de cuidado?” Respeitar essa resposta é uma forma de amor-próprio

